História

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MUSEU: Pátio do Colégio; Arqveologia; Sala Irene Vilar e Ala das Confissões

MUSEU – PRIMEIRA FASE: 1958/1968
A 9 de Março de 1958 foi inaugurado no Seminário Maior d Porto o MVSEV DE ARQVEOLOGIA E ARTE, fruto da iniciativa e do esforço de D. Domingo de Pinho Brandão, na altura reitor do mesmo Seminário.
D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto, escreveu o seguinte, ao abrir o chamado livro de honra: LAR DE EDUCAÇÃO, INSTITUTO NORMAL DO MAGISTÉRIO eclesiástico na Diocese, compete ao Seminário ser um CENTRO DE CULTURA e palestra apurada de conceitos, imagens e formas, bem como foco de irradiação doutrinal, cultural e social.

O MVSEV DE ARQVEOLOGIA E ARTE situa-se no próprio núcleo destes interesses espirituais: ponto de chegada da Arte e Cultura do passado e ponto de arranque da Arte e Cultura do futuro.

De forma tão concisa como elevada assim ficavam explicitadas a razão de ser e a função do Museu inaugurado.
Em 1962 faz-se uma primeira intervenção no Museu, na zona arqueológica, com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. Este projecto, da autoria do arquitecto Luís Cunha, encontrou a solução para as limitações impostas pelo espaço no arranjo do pátio interior, à romana, com impluvium. O Professor Reinaldo dos Santos afirmou: as obras expostas encontraram um refúgio certo, no ambiente espiritual em que viveu a arte do passado.
Nos anos que se seguiram, vicissitudes de vária ordem – exílio do Bispo D. António, saída do Reitor, o próprio espírito ou crise do tempo que então se vivia – não só impediram a continuação da obra tão auspiciosamente iniciada como até provocaram a sua parcial desagregação.

MUSEU – SEGUNDA FASE: 1970/1991
Foi neste contexto que, regressado do exílio, D. António Ferreira Gomes confiou ao Padre Doutor Castro Meireles, professor do Seminário, a tarefa de reconstituir ou reorganizar o MVSEV DE ARQVEOLOGIA E ARTE. Assim, após dois anos de trabalho, foi possível, de certo modo, reinaugurar – a 22 de junho de 1970 – o agora chamado MVSEV DE ARTE SACRA E ARQVEOLOGIA. Com a aquiescência do Bispo da Diocese e do então Reitor Padre Doutor Albino Moreira, a mudança de nome deveu-se ao facto de as colecções incidirem, específica e fundamentalmente, sobre arte sacra. A integração do amplo e variado espólio dos Viscondes de S. João da Pesqueira, novas peças a título de depósito ou oferecidas e uma ou outra aquisição foram permitindo aumentar e enriquecer o Museu. Hoje, ele integra uma das colecções particulares mais importantes do país.
A partir de 1970, apesar das conhecidas dificuldades de acesso e outras, registou-se um movimento regular de visitas, nomeadamente de grupos escolares, vindo a esmorecer após o 25 de Abril de 1974. Entretanto, a própria degradação material das instalações foi-se acentuando. Apesar de tudo o Museu não deixou de ser procurado para visitas ou investigação. Ao longo dos anos, muitas peças têm sido solicitadas para figurar em Exposições no país e no estrangeiro. O Livro de Honra regista os nomes de altas personalidades, tais como Reinaldo dos Santos, Reis Santos, Nobre Gusmão, Vitorino Nemésio, Azeredo Perdigão, numerosos bispos, Cardeal Poupard, Robert Smith, grupo de Vinte Reitores de Universidades católicas, Roger Aubert, J. Ebeling, Walter Kasper, etc.

MUSEU – TERCEIRA FASE: 1992/2010
Entre 1992 e 1998, o museu sofre uma segunda remodelação, com apoio da Câmara Municipal do Porto, de modo a serem criadas condições para o exercício eficaz da sua função na comunidade e na cidade onde se insere.
O Museu de Arte Sacra e Arqueologia está instalado na ala seiscentista do antigo Colégio Jesuíta de S. Lourenço, actualmente Seminário Diocesano, anexo à notável Igreja com o mesmo nome, que readquiriu culto, particularmente para a comunidade do Seminário em ocasiões solenes.
De arquitectura austera, a antiga portaria, escadaria de acesso, grande salão e corredor abobadado, em granito, ajudam a ambientar as obras expostas.
É na escultura, do século XIII ao século XIX, que o M.A.S.A mais se salienta, embora a pintura, iluminura, paramentaria e arqueologias estejam, também, representadas com exemplares de excelente qualidade.
O MASA expõe um acervo notável, rico e variado, constituindo-se como um espaço dinâmico da vida artística, aberto à comunidade e atento à conservação e comunicação da sua colecção.

MUSEU – QUARTA FASE: 2011
Depois do espólio da falecida escultora Irene Vilar ter sido legado à Fundação Spes, esta, em estreita colaboração com o Seminário Maior do Porto, resolveu confiar a guarda do mesmo e integrar no M.A.S.A a vasta colecção da artista portuense, reestruturando assim o Museu, com a colaboração do Arquitecto Pedro Leão, e prestando o digno tributo a escultora concedendo-lhe uma sala com o seu nome.
Na ocasião, a 14 de Maio de 2011, o Cónego Álvaro Mancilha, então reitor do Seminário, evocou duas figuras que se distinguiram pela sua paixão e dedicação à arte e que são, afinal, a grande razão pela qual nos encontramos aqui, proporcionando-nos a contemplação de maravilhas, que sendo obra humana, são também abertura e apelo para o Transcendente. Refiro-me a D. Domingos de Pinho Brandão e a Irene Vilar. Nesta renovação moveu-nos a intenção de tornar mais clara e evidente a missão de um museu de arte sacra no campo específico da pastoral da Igreja. Sendo um testemunho da actuação da Igreja e da vivência eclesial no tempo, pretendemos que este museu conduza o visitante na percepção da beleza impressa nas obras antigas e contemporâneas de tal modo que oriente os corações, as mentes e as vontades para Deus.
A par desta iniciativa iniciaram-se uma série de concerto no Órgão Ibérico em colaboração com o Instituto de Santo António dos Portuguese que ainda agora se mantém.

MUSEU – QUINTA FASE
No ano lectivo de 2012-2013 em que o Seminário Maior do Porto cumpre 150 anos de instalação neste edifício é objectivo do actual Reitor, Padre Doutor António Augusto Azevedo, proceder a uma nova visão da missão do próprio museu. A saber: integrar as iniciativas do museu, exposições e concertos, na vida formativa do Seminário e incentivar a participação dos alunos; alargar o espaço expositivo de sentido temporário ao corredor do fundo e claustro interior; preparar a igreja para a celebração da eucaristia em momentos da vida do Seminário – encontros de família, instituições; acondicionar, catalogar e restaurar o acervo não exposto; abrir as portas do museu a outras Instituições culturais da cidade para comunicações e concertos.

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